
ATLANTA — O Paris Saint-Germain enfrentou um dos seus testes mais difíceis na Copa do Mundo de Clubes, superando duas expulsões para garantir uma vitória de 2-0 sobre o Bayern de Munique e avançar para as semifinais.
Se o sorteio tivesse sido um pouco diferente, este poderia facilmente ter sido a final no MetLife Stadium em Nova York no dia 13 de julho. Atualmente, essas duas equipes são consideradas as melhores da Europa, com o PSG, campeão da Liga dos Campeões, enfrentando o Bayern, campeão da Bundesliga 2024-25.
Antes da partida, o técnico do Bayern, Vincent Kompany, alertou contra qualquer suposição de que uma equipe seria favorita ou azarão, enfatizando que duas potências se enfrentariam em campo. O treinador do PSG, Luis Enrique, concordou, mas destacou a importância crucial da adaptabilidade para que a equipe tivesse sucesso.
“Não existe fórmula mágica”, declarou Luis Enrique aos repórteres na sexta-feira. “Não é como se um treinador planejasse uma jogada e tudo estivesse resolvido. Essa é a dificuldade no futebol atual: todos os treinadores estão preparados, e os jogadores estão fisicamente e mentalmente melhores do que nunca, então você precisa se adaptar, improvisar e não se permitir ser aceito pelo adversário, ou você está morto.”
O jogo começou com oportunidades de ataque de ambos os lados e defesas impressionantes dos goleiros Manuel Neuer e Gianluigi Donnarumma. No 12º minuto, PSG e Bayern tinham 42% de posse cada, com 16% disputados.
Mas antes do intervalo, uma reviravolta ocorreu. No último lance do primeiro tempo, Jamal Musiala teve um choque com Donnarumma, resultando em uma grave lesão que o afastou do jogo. Sem uma de suas principais armas, Kompany teve que reavaliar sua estratégia, mas a situação serviu como motivação para os jogadores do Bayern, que começaram a dominar.
O clima no Mercedes-Benz Stadium esquentou, com vaias a Donnarumma e aplausos dos torcedores do PSG a cada esforço da equipe. O clima era de final, como se uma rivalidade estivesse se formando.
A genialidade tática de Luis Enrique brilhou aos 78 minutos, quando Désiré Doué marcou o primeiro gol. Ele recebeu um passe de João Neves e, ao se infiltrar na área, acertou um tiro certeiro no canto inferior direito do gol.
Com a intensidade do Bayern em alta, o PSG precisou se reinventar. O primeiro tempo foi completamente diferente do segundo, e qualquer plano original teve que ser refeito. A adaptabilidade se tornou o foco, e a capacidade de ler o jogo levou Doué a abrir o placar.
As dificuldades aumentaram para o PSG quando Willian Pacho recebeu um cartão vermelho aos 82 minutos. Com apenas 10 jogadores, o Bayern pressionou. Harry Kane quase empatou com uma cabeçada, mas o VAR anulou o gol por centímetros.
Luis Enrique fez substituições para lidar com a desvantagem numérica, trazendo o defensor Lucas Beraldo para o lugar do atacante Khvicha Kvaratskhelia.
O momento decisivo veio no tempo adicional, quando Ousmane Dembélé garantiu a vitória com um segundo gol, aproveitando uma jogada brilhante de Achraf Hakimi, que, mesmo com nove jogadores em campo, se aventurou no ataque.
“Liberdade é lutar pelos seus companheiros, pela sua equipe, pelo seu clube. É isso que buscamos”, disse Luis Enrique. “Acho que esse grupo de jogadores elevou o que significa jogar bom futebol a um nível muito alto.”
Fora de campo, o PSG enfrentou altas temperaturas, campos improvisados e longas viagens. Dentro de campo, a equipe impressionou ao vencer algumas das melhores do mundo. Agora, com sua adaptabilidade, é difícil prever o que pode parar Luis Enrique e seus jogadores na competição.

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