
Hoje, celebramos um dos momentos mais sombrios da história das corridas de puro-sangue: a tragédia de Ruffian, uma égua imbatível que quebrou a perna durante uma corrida altamente divulgada contra Foolish Pleasure no Belmont Park, há 50 anos. Seu triste destino em 6 de julho de 1975, foi uma catástrofe para o esporte, e muitos afirmam que a corrida nunca se recuperou totalmente.
Dois anos antes, o país estava fascinado por um “Batalha dos Sexos” no tênis entre Billie Jean King e Bobby Riggs. A vitória de King se tornou um grito de guerra para mulheres em todo o lugar. Em um esforço para atrair mais público para as corridas nos anos 70, a New York Racing Association propôs um evento semelhante, criando uma corrida entre o vencedor do Kentucky Derby, Foolish Pleasure, e a invicta Ruffian, que dominou todas as suas 10 corridas anteriores.
Stuart Janney III, presidente do Jockey Club, que teve Ruffian como parte de sua família, disse: “É difícil afirmar quem é o melhor em qualquer esporte, mas sempre considero Ruffian entre os quatro ou cinco maiores cavalos de todos os tempos.”
Ruffian, quase negra e imensa, era a versão equina de uma deusa grega. Em sua estreia aos 2 anos, ela igualou um recorde de pista em Belmont, vencendo por 15 comprimentos. Em 1975, o que deveria ser um grande espetáculo tornou-se um pesadelo. O clima começou a mudar, e uma atmosfera tensa envolveu a corrida. Após a largada, Ruffian rapidamente assumiu a liderança, mas a força de seus passos quebrou duas ossadas de sua perna dianteira.
“Quando quebrou a perna, soou como um graveto quebrando,” disse seu jóquei, Jacinto Vasquez. Ele tentou ajudar Ruffian, mas a situação tornou-se crítica. Embora um veterinário tentasse salvá-la, a égua não resistiu e foi eutanizada na madrugada do dia 7 de julho.
O impacto da morte de Ruffian ressoou profundamente no mundo das corridas. Muitos que testemunharam sua fatalidade se afastaram das corridas. “A corrida começou a desaparecer da consciência nacional,” disse Janney. Hoje, a corrida de equinos é mais segura do que há 50 anos, com protocolos que deveriam ter sido implementados antes. No entanto, o legado de Ruffian persiste. “Há muitos bons cavalos hoje, mas ter uma égua como Ruffian é algo inacreditável,” concluiu Vasquez.
Ruffian não foi apenas uma competidora, mas um símbolo de empoderamento feminino no esporte, refletindo mudanças sociais da época. Sua tragédia continua a ecoar na cultura das corridas de cavalos, levantando questões sobre segurança e ética no esporte.

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